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UEMG lança projeto para incentivar desenvolvimento da Abacaxicultura

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Agência Inova


















O Campus de Frutal da UEMG deu início a um novo projeto que tem como objetivo melhorar e aumentar a produção de abacaxi em Frutal e região. Idealizado pelos professores Cláudia Kazumi Fujita e Rogério Ruas Machado, da UEMG, junto com Plínio Campos, da empresa VitalForce, o projeto já agrega diversos parceiros: Aprovale (Associação dos Produtores de Cana do Vale do Rio Grande), Associação dos Abacaxicultores de Frutal e Região, Coopercitrus, Coragro, Credicitrus, EMATER-MG (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais), Espaço Agrícola, Regional Agro, Sicoob Frutal, Solo Verde, Syngenta e VitalForce. O projeto ainda conta com os pesquisadores da UEMG Allynson Takehiro Fujita e Ana Carolina de Araújo Silva, além do envolvimento de alunos e professores dos cursos de Administração, Comunicação Social, Tecnologia em Produção Sucroalcooleira e Tecnologia em Alimentos.

Uma parceria importante firmada nas últimas semanas garantiu a criação da Estação Experimental UEMG. Uma área de 1 hectare, localizada próxima ao Campus da UEMG, foi cedida pelo pecuarista Valdete de Mendonça Furtado para que, neste local, sejam feitos experimentos com culturas de abacaxi. As pesquisas têm como objetivo testar diversos insumos e técnicas de plantio que possam aumentar a produtividade das lavouras de abacaxi.

Nesta terça-feira, dia 6 de março, às 14h, haverá o primeiro grande evento do projeto, no Anfiteatro da UEMG. Na ocasião, o SEBRAE-MG trará um especialista em fruticultura para realizar uma palestra, seguida de bate-papo com abacaxicultores de Frutal e região.

“O projeto tem como objetivo agregar valor à fruta cultivada por pequenos produtores, melhorando a rentabilidade, o que alavanca o mercado”, explica Cláudia Kazumi Fujita, professora e pesquisadora da UEMG, mestre em Química Analítica Ambiental pela UNESP. Ela salienta que um dos fatores determinantes para o lançamento do projeto foi o apoio incondicional da UEMG. “Desde a primeira vez que conversamos com o Dr. Ronaldo Wilson, ele nos apoiou e ofereceu todo o suporte para que a Universidade fosse sede do projeto”, acrescenta a pesquisadora.

Para o diretor da UEMG, projetos como este estão dentro da missão da Universidade. “A Universidade são se resume ao ensino. Completam o tripé da UEMG a pesquisa e a extensão. Esse projeto envolve essas duas áreas de atuação e vai ter papel importante em toda a cadeira produtiva do abacaxi, que é uma das principais culturas do Triângulo Mineiro”, ressalta Ronaldo Wilson.

Dentre os objetivos do projeto, além da melhoria no padrão de produção do abacaxi, ainda estão a organização de um APL – Arranjo Produtivo Local para a cultura de abacaxi, a capacitação dos produtores, a realização de seminários e dias de campo, a instalação de uma Cooperativa de Abacaxicultores, a instalação de uma agroindústria para o setor e a certificação da fruta para exportação.

Rogério Ruas, coordenador do curso de Administração da UEMG, esclarece a participação do curso no projeto. “Vamos fazer o link com o APL, que se trata de uma aglomeração de empresas localizadas em um mesmo território que apresentam especialização produtiva e mantêm algum vínculo de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si, com outros atores locais, sejam eles governo, associações empresariais, instituições de crédito e de ensino e pesquisa. A interação das empresas e, nesse caso, dos produtores, é capaz de aumentar a competitividade, o valor agregado e a inovação, além de lhes proporcionar poder de barganha junto a fornecedores e distribuidores.”

Marlen Márcio Magalhães, gerente regional do SEBRAE-MG no Triângulo Mineiro, salienta que a participação da UEMG foi determinante para o lançamento do projeto. “A Universidade é uma instituição que possui um grupo de pesquisadores e que agrega parceiros. Nós sabíamos que já existia demanda para um projeto como este, mas precisávamos de uma entidade que agregasse o setor, e a proposta da UEMG veio em boa hora. O SEBRAE é parceiro e está aqui para ajudar no desenvolvimento do projeto”, disse.

A reunião que delineou o projeto contou também com a presença de representantes dos produtores rurais. Segundo Valdir Couto da Silva, que representou a Aprovale e o Sindicato Rural, o projeto vai estimular a produção de abacaxi na região. “Hoje, os abacaxicultores estão no limite, trabalhando com dificuldades. Se não surgisse um projeto como este, poderíamos ver a diminuição da cultura do abacaxi no Triângulo. Acredito que todos os produtores vêem com bons olhos essa iniciativa”.

Fonte: Assessoria de Comunicação UEMG - Campus de Frutal

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